SÉCULO XV
A ilha oficialmente foi descoberta por volta de 1452 - talvez um ou dois anos antes - por Diogo de Teive e seu filho João de Teive. Em 1470, Guilherme Van der Haegen, fidalgo flamengo, iniciou no Vale da Ribeira da Cruz uma curta e inconsequente experiência de povoamento. O afastamento da ilha e a inexistência de ligações regulares por barco, que permitissem a exportação da planta tintureira chamada “pastel” para a Flandres, levaram-no a abandonar a ilha poucos anos depois. Designada na cartografia de trezentos por Insula Corvi Marini, depois por ilha de São Tomás, a ilha só tomou o seu actual nome devido à abundância de flores, por volta de 1475.
SÉCULO XVI
Sob a orientação do capitão-donatário João da Fonseca de Évora é retomado, a partir de 1504, o povoamento definitivo da ilha com colonos do reino, muitos vindos da Terceira, alguns ainda da Madeira. Em 1515 já as Lajes era vila. Em 1548 foi a vez de Santa Cruz. Nos finais de quinhentos, Ponta Delgada, a norte, também já havia sido erigida em paróquia.
SÉCULO XX
O aeroporto e as modernas instalações portuárias quebraram definitivamente o isolamento das Flores, inserindo-a na dinâmica de progresso dos Açores. Actualmente, a agricultura, a pecuária e os lacticínios são o suporte económico da ilha, juntando-se a estes o turismo.