SÉCULO XV
A Terceira tornou-se com o decorrer dos descobrimentos, sobretudo o caminho da Índia e América, o ponto de escala das rotas portuguesas do Atlântico e, daí, Vasco da Gama, na sua viagem de regresso da Índia, ter dado sepultura ao irmão, Paulo da Gama, no Convento de São Francisco.

SÉCULO XVI
Angra é, em 1534, a primeira povoação dos Açores a ser elevada a cidade, sendo no mesmo ano escolhida, pelo Papa Paulo III, para sede do bispado. No final deste século, durante o domínio filipino em Portugal, a ilha Terceira foi um grande centro de resistência, apoiando a causa de D. António, Prior do Crato, tendo sido a última terra portuguesa a render-se à soberania espanhola.

SÉCULO XVII
O papel da Terceira, como entreposto marítimo das rotas das Índias, intensificou-se no primeiro terço do século XVII, adquirindo renovada importância devido ao comércio de ouro mexicano e peruano, que vinha nas armadas espanholas, em direcção a Cadiz. Durante todo o período filipino as
relações da ilha com o Império espanhol foram sempre privilegiadas.

SÉCULO XIX
Nas Lutas Liberais, esta ilha teve um papel preponderante. Em 1829, uma tentativa de desembarque dos Absolutistas, na então Vila da Praia, foi frus­trada, razão por­que esta recebeu o nome de Praia da Vitória. No mesmo ano, foi sede da Capitania Geral das Ilhas dos Açores, e mais tarde, a regência do Reino foi instalada em Angra, que, pelo espírito de sacrifício e patriotismo demonstrados, passou a ser designada por Angra do Heroísmo.

SÉCULO XX
Nas Lajes, a três quilómetros da Praia da Vitória, foi construído um aeroporto com três pistas, tendo a maior 3600 m de comprimento, e servindo, nas suas funções de aeroporto militar e civil, como um dos aeroportos internacionais do Arquipélago e sede do Comando da Zona Aérea dos Açores, da Base Aérea n.º 4, bem como de uma formação da Força Aérea norte-americana.