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As festas típicas da ilha Terceira são de cunho religioso e, como em todo o Arquipélago, sobressaem as do Espírito Santo. Nesta ilha têm uma maior duração, prolongando-se desde o Domingo de Pentecostes até aos finais do Verão. De natureza caritativa, destinam-se à entrega do bodo aos mais necessitados. Tudo começa no Domingo da Trindade com o sorteio dos que serão os mordomos da festa no ano seguinte. O primeiro a ser eleito recolhe as insígnias do Espírito Santo - a coroa e o ceptro - na sua casa até à Pascoela, período em que começam os festejos. Realiza-se então a coroação, em que a coroa é colocada, na igreja da freguesia, na cabeça de uma criança ou adulto - O Imperador -, que depois a leva em procissão a casa de um outro mordomo, que a guarda por uma semana. Esta cerimónia repete-se todos os domingos, passando a coroa e o ceptro pela casa dos vários mordomos, até ao dia de festa, em que são expostos no Império. Nesse dia são confeccionadas as tradicionais sopas do Espírito Santo e a perfumada alcatra, que são consumidas pelos habitantes da freguesia e seus visitantes num ambiente de festa, onde não faltam os foliões com os seus cantares e músicas. As festas terminam, especialmente nas freguesias rurais, com alegres touradas à corda, em que o touro é corrido nas ruas da localidade por populares mais afoitos, sendo amarrado, porém, a uma corda que é manobrada por dois ou mais homens. |
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